Jorge Rivasplata

Jorge Rivasplata de La Cruz é um artista plástico peruano que vive em Rio Branco, no Acre, há mais de 25 anos. Sua múltipla pertença – ele se considera um acreano de coração e tem também origens bolivianas - confere ao seu trabalho uma plástica propriamente latinoamericana, com tons de terra e representações da vida, da história e da cultura da Amazônia latina.

Seu trabalho já foi exposto em várias cidades da Amazônia brasileira, da América Latina, além de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, e Goiânia. Atualmente ele trabalha ministrando oficinas gratuitas e populares e vendendo seu trabalho numa pequena loja no centro de Rio de Branco. Rivasplata milita também pela construção de uma escola de artes e de um museu que comporte obras que se voltem para a história acreana.

Para encontrá-lo: Rua Rui Barbosa, 344, Centro, Rio Branco (AC). Fones: (68) 3223-5820 / 9212-2739. E-mail: jorge.rivasplata@hotmail.com e rivasplata@contilnet.com.br. Sítio: www.rivasplata.com.br.

Jorge Rivasplata - Abilio Toca Tua Flauta (óleo sobre tela)

Jorge Rivasplata - Luz do Amanhecer 2008 (óleo sobre tela, 50x60cm)

Regatão

Profissão: Vendedor de raspa-raspa, músico e artesão

Idade: uns 70

Local: Soure (PA).

Regatão mantém viva uma antiga tradição local: o raspa-raspa. Pra quem não sabe, trata-se de gelo raspado (com uso de um equipamento manual) com suco (geralmente de côco, maracujá, goiaba ou caju), servido num copo de plástico com canudinho. Além disso, o Regatão toca violão, cavaco e percussão e antigamente fabricava seus intrumentos. Ele ainda fabrica aquelas varinhas para coçar as costas. Hoje, ele se dedica ao raspa-raspa na balsa que trafega no rio Paracauary, entre os municípios de Soure e Salvaterra.

Zé Firmino, Seu Violinho

Profissão: Músico e artesão

Idade: Lá pelos 80

Local: Tracuateua e Quatipuru (PA).

Seu Violinho é músico nato, aprendeu a fabricar se instrumento, que ele mesmo chama de “violinho”. Vive em Tracuateua, mas durante a tradicional festa da Marujada, em dezembro, Seu Violinho se manda pra Quatipuru e anima as festas e a procisão, além de encantar e inspirar as crianças da cidade.

Gregório Neves do Nascimento

Profissão: Marceneiro

Idade: Quase 70

Local: Belém.

Seu Gregório é uma figura tímida e carinhosa, com uma capacidade incrível de criar canções e rimas. Ele fica assobiando o dia inteiro enquanto constrói bancos, caixas e coisas de madeira. O seu maior sucesso entre os amigos é uma musiquinha que conta a história dele mesmo quando foi pra cidade com “um saco de dinheiro”, e se meteu com uma pequena que o convidou pra fazer “besteira” e levou todo o dinheiro… Muito legal!

Clique aí e ouça o próprio Gregório mandando uma de suas músicas sobre a Amazônia!


Seu Baixinho

Profissão: Pedreiro, ou melhor, Engenheiro por experiência

Idade: 71

Local: Bengui, Belém.

Seu Baixinho é uma figura só, é um pedreiro experiente, mas acima de tudo, um grande filósofo popular. Suas tiradas e ditados são impressionantes, divertidos e ágeis, Seu Baixinho não perde uma, apesar do nome, é um grande homem…

Frases célebres:

“O rico de manhã, acorda, toma café, pega o carro, e vai trabalhar. O pobre, acorda, toma café, vai trabalhar e o carro pega!”

“Existe mulher grande e a grande mulher: A grande mulher é aquela que estudou, fez faculdade, entende das coisas. A mulher grande é aquela que só presta pra puchar o fio do ônibus!”

“Sò depois de morta é que a mulher tem moela. O marido diz ‘Nunca mais vou encontrar outra como ela!!’”

“Morreu, lascou-se! Se morrer fosse bom, Jesus não tinha ressussitado!”

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