Morreu na tarde de ontem o poeta, escritor e ator paraense Luiz Carlos França. Ele sofreu uma parada cardiorespiratória fulminante no cruzamento da Avenida Presidente Vargas com a Rua Carlos Gomes, próximo ao Bar do Parque, cenário da tradicional boemia belenense durante várias décadas.
Aos 58 anos, Luiz Carlos era oriundo de uma geração de artistas que aqueceram a cena cultural e política da cidade durante os anos 1980. Mantinha parcerias musicais com Minni Paulo Medeiros, Pedrinho Cavallero, e Eloi Iglesias, com quem gravou canções como “West Side ou na Trilha do Lobo”, “Vai Tomar na Cuia” e “Amor Proibido”, todas do recente álbum “O Beijo do Minotauro”, de 2003.
Na literatura, atuou como poeta, tendo publicado trabalhos recentes, como “Sangrado Coração de Poeta” (2000), “Olhar do Dragão” (2002), “Poemas de Miriti” (2006), e “Boca de Ferro”, este lançado em junho passado.
Como ator, Luiz Carlos passou por diretores importantes como José Celso Martinez, no espetáculo “Acordes”, sobre texto de Beltold Brecht, e Cláudio Barradas, em “O Coronel Mamcabira”, de 1972, seu primeiro trabalho na área. Mas sua participação no Grupo Cena Aberta foi memorável, nas peças “Palácio dos Urubus”, “Paixão de Ajuricaba”, “Cena Aberta Conta Zumbi”, e “Eles Não Usam Blacktie”, onde trabalhou com Luís Otávio Barata e Zélia Amador de Deus.
Seu corpo foi velado essa manhã no Teatro Experimental Waldemar Henrique, espaço mais digno para a última homenagem a um artista como este.
Arquivado em: Satélite da Mata





























































[...] Leia mais sobre Luiz C. no Bomgá da Mata [...]
Luis C. mais um artista de grande valor partiu e apesar de nao ter o devido reconhecimento do publico paraense,deixou sua contribuicao para as artes da terrinha!