Cia Madalenas tem espetáculo de rua

Comemorando seus 10 anos de atividades e o grande sucesso de “Corpo Santo” em sua circulação nacional, a Companhia de Teatro Madalenas acaba de cumprir uma agenda itinerante com o espetáculo “La Fábula”.

Passando por espaços de livre circulação em Marituba, Ananindeua, Santa Bárbara e Santa Izabel, “La Fábula” aterrisa agora em praças de Belém para contar histórias e causos amparados em quatro personagens. A Rainha Altiva (Dina Mamede), Dom Quixote (Rodrigo Braga), o Homem do Saco (Leonel Ferreira), e o Homem de Lata (Gilberto Ganesh).

O espetáculo tem direção e dramaturgia assinadas por Ester Sá, e figurinos de Anibal Pacha. O prêmio Cultural do Banco da Amazônia apoiou o criação e circulação de “La Fábula”.

SERVIÇO: “La Fábula”, da Cia Madalenas. Agenda (sempre às 19h, com entrada gratuita!):

- 19/12/2011 – Praça D. Alberto Ramos (Marambaia, Belém);

- 20/12/2011 – Praça Dalcídio Jurandir, (Cremação, Belém);

- 21/12/2011 – Praça Olavo Bilac (Terra Firme, Belém);

- 22/12/2011 – Praça da República (Centro, Belém).

Apinajazz, música na rua neste sábado!

Um evento de rua reúne música popular do Pará no caldeirão conceitual do jazz.

O encontro de ritmos, gêneros, a “geléia”, o imporoviso, tudo isso define a prática do jazz, daí o nome Apinajazz para classificar radicalmente o encontro de músicos, fotógrafos, performers, artistas na ocupação criativa da rua Apinagés, neste sábado, 17 de dezembro.

Protagonista de polêmica que culminiu no re-batismo da rua este ano, trocando o nome que homenageia tribo indígena pelo de um influente empresário local, a rua dos Apinagés concentrou atenção de artistas que vivem nos bairros do Jurunas, Batista Campos, e Condor.

O evento deste sábado reúne Nilson Chaves, Marhco Monteiro, Gaby Amarantos (foto) a Nego Nelson, Bob Freitas, Dadadá Castro, Floriano, Mestre Solano, além de coletivos como o Fotoativa. A realização é da ONG No Olhar.

SERVIÇO: Apinajazz. Data: 17/12/2011. Horário: 17 às 22h. Local: Rua dos Apinagés (entre Paruquis e Caripunas). Acesso: livre e gratuito!

Espetáculo Umbigar estreia no Rio!

Estreia, no Rio de Janeiro, o espetáculo Umbigar, resultado de pesquisa da artista maranhense Juliana Manhães.

Umbigar reúne dança popular, questões ligadas a figura feminina e os enlaces contemporâneos que atravessam essas manifestações. O espetáculo é vencedor do prêmio da Funarte e abarca experiências recolhidas pela artista Juliana Manhães ao longo de sua atuação como multiplicadora da cultura popular manhanhense no Rio de Janeiro, além das pesquisas de Mestrado e Doutorado na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a Unirio.

Uma equipe formada para o projeto coloca cara a cara as diretoras Paula Águas e Natasha Mesquita, o músico e diretor musical Sergio Castanheira, e Juliana como performer.

Umbicar entra em cartaz no Centro Cultural da Justiça Federal, às quartas e quintas-feiras, no Centro do Rio. No dia 17 de novembro, a equipe recebe o público e convidados como Talyene Melônio, do Boi da Floresta, para um bate-papo após a encenação.

Saiba mais acompanhando o diário de trabalho no blog do Umbigar.

SERVIÇO: “Umbigar – Dança Popular + Feminino + Contemporâneo”. Datas: 16, 17, 24, 25 e 31/11/2011, e 01/12/2011. Hora: 19h. Local: Centro Cultural da Justiça Federal (Cinelândia, Rio de Janeiro, RJ). Ingressos: R$ 20,00 (meia entrada para estudantes e idosos).

Movimento Gota D’Água reune celebridades contra usina de Belo Monte

O Moimento Gota D’Água acaba de publicar um site para recolher assinaturas contra a construção da gigantesca usina hidrelétrica em Belo Monte, Estado do Pará.

Um vídeo de cinco minutos foi produzido, sob inspiração na iniciadtiva dirigida por Steven Spielberg em 2008 para incentivar o voto entre a juventude norte-americana. A “versão brasileira” dirigida por Marcos Prado reune atores de tv e cinema em campanha contra a construção da usina e a favor da discusão de novas alternativas energéticas para o país.

A construção da usina está prevista pelo Plano de Aceleração do Crescimento e deverá representar a maior obra do projeto orçada em cerca de 30 bilhões de Reais. Os impactos sobre o Rio Xingu, reservas ambientais, comunidades ribeirinhas e indígenas, e sobre vastas áreas de floresta virgem são considerados irreversíveis e indevidamente dimensionados por parte de movimentos sociais locais. A peleia pela construção da usina já dura vinte anos e obteve, em 2010, autorização do Ministério do Meio Ambiente.

O Movimento Xingu Vivo para Sempre, surgido em 2008, representa um forte pilar de reação contra a construção da usina. O marco inicial dado no I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em 1989, no município de Altamira, Pará (foto), representa também o início das preocupações socioambientais que marcariam a inciativa civil na região.

Lideranças políticas, como a ex-senadora e ex-Ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV) defendem o aprofundamento da discussão sobre os impactos sociais e ambientais e a consideração de alternativas, como o uso de biomassa de cana-de-açúcar para geração de energia mais limpa. Entidades públicas, como a Embrapa, vêm desenvolvendo há tempos pesquisa no setor sem, no entanto, serem tomadas em conta no âmbito estritamente político do debates.

O abaixo-assinado proposto pelo recente Movimento Gota D’Água faz uso da visibilidade massiva de vedetes televisivas para angariar a atenção de uma parcela mais grossa da sociedade brasileira e promete intervir junto ao Governo Federal. Para saber mais e assinar o termo, visite o site http://movimentogotadagua.com.br/projeto

Assista o vídeo:

Artistas paraenses na França apresentam “RITOS”!

“Ritos” é um projeto criado sob inspiração da obra do escritor francês Antonin Artaud, cujo tema é o ritual e o ressurgimento do mito em meio às sociedades contemporâneas. A performance nasceu no Brasil em 2008, e vai reviver com a ajuda de novas cebeças. Uma atriz e um músico paraenses em cena, um filósofo e desenista brasileiro, uma musicista e um compositor mexicanos estão em torno de ideias e das imagens.

“Ritos” lança um olhar sobre o poder da magia, do ritual, dos encantos da cultura ameríndia. Uma interação entre Brasil e México, entre a cena e a música, o passado e o presente.

O projeto foi apoiado pelo Fundo para Iniciativas Estudantis da Cité Universitaire de Paris  (FIE/CIUP), e é resultado do intercâmbio acadêmico e artístico realizado por Michele Campos e Marcello Gabbay na capital francêsa. Agora, o trabalho será apresentado nas sedes da Maison do Brasil e da Maison do México, nesta, abrindo as comemorações do Dia dos Mortos.

A dupla publicou um vídeo-entrevista que esclarece todos os pontos que culminaram na criação da performance. Confira!

Ficha técnica:

Direção e performance: Michele Campos
Dramaturgia: Michele Campos e Marcello Gabbay
Cenários e figurinos: Michele Campos
Música Original: Marcello Gabbay e Ignacio Baca-Lobera
Som e Piano: Marcello Gabbay
Voz e participação em off especial: Judith Romero-Porras
Operação de projetor e luzes: Judith Romero-Porras
Desenhos: Leon Farhi Neto, Luís Otávio Barata, Michele Campos
Lendas Indígenas Kayapó adaptadas do livro “Koikwa, um Buraco no céu” (LGE / UNB Edições, 1998).
Agradecimentos a  Anouk Peytavin, Denise Leitão, Eunice Chao, Idete Telles, Paloma Vargas.

SERVIÇO: “RITOS”, uma inspiração artaudiana. Datas: 28/10/2011 – Maison du Mexique; e 29/10/2011 – Maison du Brésil. Hora: 20h. Endereço: Cité Internationale Universitaire de Paris – 7, Boulevard Jourdan, Paris, 75014, França. Entrada livre!

Maiores informações no sítio:

www.performanceritos.wordpress.com

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